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domingo, 20 de janeiro de 2013

Poema Para Mães do Coração

Mãe do Coração

Esta criança esteve escondida no teu pensamento,
noite após noite, por anos a fio,
guardada na tua retina sem que nunca a tivesses visto.
Esta criança bendita, que foi escolhida por Deus e por ti,
para compartilhar de tua vida, nunca sofrerá,
ficará triste ou chorará por desamor ou abandono,
pois existe alguém especial, um anjo,
que o destino colocou em seu caminho
para lhe suprir as carências, lhe amar, dar carinho.
Ela foi abençoada.
Não foi gerada por ti,
não foi esperada por nove meses,
não veio de dentro de tuas entranhas,
mas veio de algo muito maior:
um amor enorme que tinhas para compartilhar
com ela e com o mundo.
Não o adotaste simplesmente; ele é teu filho –
filho do imenso carinho que tens para dar,
da tua capacidade de doação,
da abnegação,
do desejo sofrido e ao mesmo tempo esperançoso que tiveste
de um dia cuidar e de ouvir alguém
te chamando de “mãe”.
Será filho de noites em claro,
de preocupações,
de alegrias,
de dias de chuva,
de dias de sol.
Será filho de tristezas,
de sonhos,
de esperanças
e de dedicação,
pois tens por ele o mesmo carinho que terias
por um filho do teu sangue.
Esta criança veio de onde quer que seja,
predestinada para ti.
Apenas nasceu de outra mãe,
pois nada acontece por acaso,
mas o destino dela eram os teus braços e teu desvelo.
Ela foi gerada dentro do teu coração
porque, provavelmente, merecia uma mãe tão especial quanto tu!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Agressividade e Sindrome de Asperger

Agressividade e Síndrome de Asperger
M.J.Connor
O principal problema para os indivíduos que têm Síndrome de Asperger é que eles (as) podem se apresentar como inteiramente normais aos olhos de um observador externo, apesar da presença de problemas significantes na área social e da linguagem. A conseqüência disto é que se corre certo risco de se estabelecer expectativas inadequadas sobre esses indivíduos.
O trabalho de Simpson e Myles (1998) enfatiza esse ponto quando se refere à falta de compreensão acerca da Síndrome de Asperger e à tendência das intervenções se concentrarem em tentar mudar o indivíduo ao invés de reconhecer a natureza dos problemas associados à síndrome e de modificar as exigências e circunstâncias de acordo com elas.
Por exemplo, eles argumentam que as crianças e jovens diagnosticados com essa síndrome não são inerentemente inclinados à agressão ou à violência. No entanto, as dificuldades sociais podem muitas vezes levar à ansiedade, à frustração ou ao stress que, por sua vez, pode levar a comportamentos que pareçam agressivos. Diversas evidências têm demonstrado que o que pode parecer um comportamento agressivo é na verdade motivado pela necessidade de escapar de uma situação estressante.
Além disto, os autores citados nos lembram que as interações sociais de jovens com Síndrome de Asperger são notadas pela falta de reciprocidade, e as brincadeiras e jogos podem ser individualistas e pouco comuns. Como resultado disso, a pessoa talvez pareça estranha ou até provocativa e os outros jovens podem ficar irritados com alguns desses comportamentos como, por exemplo, a dificuldade em esperar a sua vez, a falta de compreensão das regras sociais, a agitação se o seu espaço pessoal for invadido e o visível egocentrismo.
Como resultado, um tipo de círculo vicioso é estabelecido onde o jovem se torna cada vez mais separado do grupo, continua a ter dificuldades em expressar como se sente e desenvolve sentimentos ainda maiores de stress ligado ao que aparenta ser uma falta de controle sobre situações desconfortáveis, até que atinge um ponto de crise.
Os sentimentos de stress e a perda de controle podem resultar em comportamentos que aparentam ser agressivos, mas que de fato refletem a dificuldade em funcionar em um mundo que parece ser imprevisível. Sendo assim, as estratégias apropriadas para lidar com episódios de comportamentos agressivos entre as crianças e jovens com Síndrome de Asperger não são provavelmente as mesmas apropriadas para as crianças e jovens com desenvolvimento normal. Em particular, recomenda-se não contar com o uso de punição ou castigos impostos ao individuo em questão.
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Ao invés disto, dever-se-ia tentar envolver os indivíduos na monitoração de seus próprios comportamentos e na seleção de opções apropriadas.
A prevenção de problemas de comportamento é o primeiro objetivo e a estrutura escolar mais apropriada incluirá instruções claras sobre o que constitui um comportamento social apropriado, modelos de comportamentos aceitáveis, oportunidades para planejar e ensaiar comportamentos aceitáveis, e dar um feedback descrevendo ambas as boas e as más performances.
Dada a preferência pela possibilidade de previsão e constância, se forneceria de uma maneira útil aos jovens envolvidos rotinas claras acompanhadas de avisos antecipados em caso de quaisquer alterações na rotina. Ao mesmo tempo, para minimizar a probabilidade de provocações ou intimidações da parte dos colegas de classe, seria de grande ajuda assegurar que esses sejam orientados quanto à natureza da síndrome de forma que os problemas peculiares à síndrome sejam reconhecidos e compreendidos.
Simpson e Myles (op. cit.) dão continuidade ao descrever uma série de opções de comportamentos que podem ser de grande suporte. Por exemplo, eles se referem à modificação cognitivo-comportamental que envolve ensinar o indivíduo a monitorar o seu comportamento e a usar o auto-reforçamento. O objetivo é ir transferindo o foco do controle para o gerenciamento do comportamento de parte dos professores ou de outros adultos para ele (a) mesmo(a). Eles narram o caso de um adolescente que achava ameaçadores o barulho e ‘atmosfera’ do vestiário antes e depois da aula de educação física. Ele foi treinado a ir para uma área quieta do vestiário ou do ginásio e fazer exercícios de respiração por alguns minutos e depois escolher um chuveiro e um lugar para se trocar que fossem relativamente quietos.
Acordos sobre comportamentos envolvendo os jovens, os professores e os pais podem ser úteis para especificar que comportamentos são inadequados, assim como as conseqüências caso esses comportamentos continuem.
No entanto, a ênfase é colocada nos resultados positivos de forma que um acordo para um indivíduo com Asperger, por exemplo, poderia determinar que ele (a) possa escolher algo diariamente de uma lista de reforçamentos quando não houver comportamento ameaçador em relação aos colegas.
Outras fontes mencionam a utilidade das ‘Estórias Sociais’ que prescrevem o que fazer em várias situações sociais. E roteiros sociais podem também ser usados a fim de enfatizar o comportamento desejado de modo que o estudante possa se lembrar sobre os acontecimentos do dia-a-dia na escola, reduzindo assim o imprevisível, e sobre os comportamentos apropriados em dadas circunstâncias.
Uma outra técnica descrita é a autópsia social que procura analisar os incidentes agressivos e que pode ajudar os jovens a desenvolverem uma compreensão sobre seus lapsos sociais com a intenção de evitar que esses se repitam. Até certo ponto, essa é uma questão de ensinar a ‘teoria da
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mente’ fazendo com que o individuo tenha algum insight sobre como certos comportamentos podem ser percebidos e interpretados pelos colegas.
Sabe-se que há um risco de haver certo jogo de forças entre os adultos que tem que lidar com indivíduos com Síndrome de Asperger e estes últimos. Novamente, o importante é intervir antes que os problemas escalem e se concentrar sobre o comportamento desejado sem muita discussão inicial sobre as conseqüências sociais dos comportamentos indesejados.
É importante lembrar também a necessidade de se usar uma linguagem clara e que não seja ambígua na hora de fornecer orientações e conselhos.
Finalmente é sublinhado o fato de que crianças e jovens com essa síndrome podem não ser capazes de entender or demonstrar suas próprias emoções, de forma que a aparência de um desinteresse peculiar ou calma pode na realidade refletir stress. E o objetivo principal para os professores ou pais é reconhecer quando o stress está sendo gerado para que se possa modificar a situação antes que o stress se torne crítico.
Texto traduzido por Teresa Pacchiega
Revisado por Jaqueline Schultz

Alimetação ideal para autista

Alimentação ideal

A Dra. Natasha é pediatra, pesquisadora da Universidade de Cambridge em neurologia e nutrição, tem um filho com TEA e escreveu um livro: "Gut and Psychology Syndrome: Natural Treatment for Autism,ADD/ADHD,Dyslexia,Dyspraxia,Depression,Schizophrenia" , " O intestino e as Síndromes psicológicas: Tratamento Natural p/ Autismo, TDAH, Dislexia, Disprasia, Depressão, Esquizofrenia".

Uma dieta livre de glúten e caseína é bastante conhecida e tem bases científicas sólidas por trás. No entanto, existe mt mais que você pode fazer pela nutrição de seu filho, do que simplesmente cortar glúten e caseína.

Vamos então ao começo.

Eu acredito na natureza. A natureza nos fez e ao mesmo tempo nos provem com todo tipo de alimento necessário p/ nos alimentar e nos manter saudáveis, ativos e cheios de energia. Nós devemos consumir esses alimentos da forma em que a natureza os proporciona. É quando começamos a adulterar esses alimentos, é que começamos a ter problemas. Qualquer processo que submetemos o alimento, muda a sua estrutura química e biológica. Nossos corpos não foram planejados p/ consumir alimentos modificados.

Quanto mais o alimento é processado, mais quimicamente alterado e com menos nutrientes eles ficam. Além de perder o seu valor nutricional, alimentos processados perdem as suas principais características de sabor e cor. Então, p/ compensar, várias químicas são adicionadas: enriquecedores de sabor, corantes e todos aqueles aditivos e preservativos, que finalmente tem sido mostrados como coadjuvantes nos problemas de aprendizado, desordens psiquiátricas e outros problemas de saúde.

Se nós olharmos atentamente as prateleiras de supermercados, nós vamos perceber que a maioria dos alimentos processados são carboidratos. Todos aqueles cereias matinais, biscoitos, pães, massas, chocolates, doces, geléias, açúcares, frutas em calda, alimentos pré-cozidos cheios de misturas, são carboidratos altamente processados.

Todo carboidrato da alimentação ao ser digerido se transforma em glicose. A natureza nos provem com uma grande quantidade de carboidratos na forma de frutas, vegetais e cereais. Quando nós os ingerimos em sua forma original, esses carboidratos são absorvidos vagarosamente produzindo um aumento gradual da glicose no sangue, o qual o nosso corpo foi planejado suportar. Carboidratos processados são absorvidos muito rapidamente, produzindo um rápido aumento da glicose no sangue. Agora, a glicose no sangue é um daqueles fatores onde o nosso corpo produz picos bioquímicos p/ lidar com a situação porque seus valores altos ou baixos são perigosos.

Um aumento rápido de glicose no sangue é chamado hiperglicemia, coloca o pâncreas em estado de choque p/ bombear muita insulina rapidamente pra lidar com esse aumento. Como resultado, depois de uma hora a pessoa chega a um nível muito baixo de glicose sanguínea, chamado hipoglicemia. Algum de vocês já percebeu que após ingerir um desses cereais matinais no café da manhã, após 1 hora estão com fome de novo? Isso é hipoglicemia.

E o que essas pessoas geralmente fazem nessas horas em que estão com fome? Comem biscoitos, uma barra de chocolate, um café ou qualquer coisa parecida e todo ciclo de hiper/hipo glicemia começa novamente. Essa ciranda de glicose alta e baixa no sangue é extremamente perigosa pra todo mundo, podemos deixar de lado um pouco a nossa criança autista.

Tem sido provado que muito da hiperatividade, agressividade e outros problemas comportamentais em crianças de idade escolar, são resultados da ciranda de glicose. A fase hiperglicêmica produz as tendências de hiperatividade e auto-estimulação em nossas crianças, enquanto na fase hipoglicêmica eles se sentem mal, geralmente com dores de cabeça, mau humor, furor ou fadiga geral com suor excessivo.

Muitos alimentos já foram apontados pelo seu índice glicêmico - um indicador de como esses alimentos podem aumentar a glicose no sangue depois de ingeridos. Carboidratos processados incluindo o açúcar, alcançaram os maiores índices glicêmicos, assim como o arroz branco, batatas, cenouras cozidas e ervilhas cozidas. É melhor dar aos autistas carboidratos com baixos índices glicêmicos - frutas e vegetais crus, e alguns cereais integrais cozidos e preparados por você mesmo. Frutose tem um baixo índice glicêmico.

Outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea "envenenando" literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais "intoxicado" ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes: o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas - em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica p/ todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave p/ controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2.



Vamos dar uma olhada nas várias formas desses carboidratos processados.

Vamos começar com os cereais matinais. Eles são considerados saudáveis, não são? Infelizmente a verdade é justamente o contrário. Cereais matinais são carboidratos altamente processados, cheios de açúcar e outras substâncias. Eles tem um alto índice glicêmico e são péssimos para o equilíbrio da flora intestinal. A fibra desses alimentos é cheia de fitatos - substâncias que se ligam as minerais essenciais e os colocam para fora do sistema, contribuindo para a deficiência mineral. Não tem nada de saudável neles para uma criança autista.
Crisps and chips (and pop-corn), a backbone of children's diet nowadays, are highly processed carbohydrates with high glycemic indexes. But that is not all about them. They are saturated with vegetable oil, which has been heated to a very high temperature. Any oil, that has been heated, has got substances, called trans-fatty acids. These are unsaturated fatty acids with altered chemical structure. What they do in the body is to replace the vital omega-3 and omega-6 fatty acids in cellular structure, making cells in a way disabled. Consuming trans-fatty acids will increase the activity of Th2 and weaken Th1 immunity. As you remember, the Th1 immunity is already suppressed in autistic children and Th2 - overactive. Cancer, heart disease, eczema, asthma, neurological conditions and even the famous cellulite have been linked to trans-fatty acids in the diet.
Salgadinhos e aperitivos (incluindo a pipoca), um hit nas dietas das crianças hoje em dia, também são carboidratos processados com alto índice glicêmico. Mas isso não é tudo sobre esses alimentos. Eles são saturados de gorduras vegetais q foram aquecidas a alta temperatura. Qualquer óleo q tenha sido esquentado, passa a adquirir substâncias chamadas ácidos trans.

Esses são gorduras insaturadas que foram alteradas quimicamente. O que essas gorduras fazem é tomar o lugar do ômega3 e do ômega6 na estrutura da célula, tornando-as incapacitadas. Consumir gorduras trans, vai aumentar a atividade de Th2 e enfraquecer a imunidade de Th1. Como você deve se lembrar, a imunidade de Th1 em crianças autistas já é baixa e Th2 - já é super ativada.



Trigo. A dieta livre de glúten é amplamente recomendada e muitas famílias com filhos autistas a avaliam como uma grande ajuda. Mas, vamos dar uma olhada no trigo como um todo, com ou sem glútem. Ninguém compra os grãos de trigo para cozinhá-lo em casa. Nós compramos alimentos feitos de farinha de trigo. A farinha chega as padarias por exemplo, em embalagens pré-prontas de misturas variadas para pães, biscoitos e tortas.

Essas misturas já foram processadas e perderam os melhores nutrientes. Depois elas são "enriquecidas" com preservativos, pesticidas para manterem os insetos longe, substâncias químicas para prevenir a absorção de umidade, corantes e flavorizantes, amaciantes, somente para mencionar um pouco deles.

Depois o padeiro fabrica pães, tortas, bolos, biscoitos... cheios desses ccoquetéis químicos para nós comermos. Os produtores rapidamente produziram as misturas sem glútem e fizeram os produtos livres de de glútem.

Então, você vai consumir todos os carboidratos processados com todos esses aditivos químicos nele, mas só que agora livre de glútem. Uma vez consumido, um pedaço de pão branco se transforma numa massa grudenta, que alimenta parasitas, bactérias patogênicas e fungos no intestino, contribuindo para o aumento da toxicidade que sua criança já tem.

Eu acredito firmemente, que uma criança autista não deve consumir trigo de nenhuma maneira ou forma. Trigo é uma matéria-prima do mundo ocidental e também o causador nº1 de alergias e intolerâncias alimentares.

Açúcar e nada que seja feito com ele. Açúcar é comumente chamado de "a morte branca". Ele merece 100% desse título. O consumo de açúcar no mundo cresceu em enormes proporções no último século. É estimado que uma pessoa ocidental comum consuma uma média de 73 a 92kg dessa substância artificial em um ano.

Açúcar está em todo lugar e é difícil encontrar qualquer alimento processado que não o tenha. Mesmo deixando de lado o sobe/desce de glicose no sangue e o efeito nocivo que ele causa no intestino, já foi mostrado que ele age mal diretamente no sistema imune ( o qual já é comprometido nas nossas crianças).

No topo de todas as questões, para lidar com o consumo exagerado de açúcar, o corpo tem que usar os minerais disponíveis, as vitaminas e as enzimas em níveis alarmantes, terminando em tornar-se enfraquecido dessas substâncias. Uma criança autista não deveria consumir açúcar sob forma alguma.

Bolos, doces e outras guloseimas são feitos com açúcar e trigo, como seus principais ingredientes, adicionados de várias outras químicas como corantes, preservativos, flavorizantes... Não precisa dizer que isso tudo deveria estar fora da dieta da criança (com ou sem glútem). Para os aniversários e outras ocasiões raras, podemos fazer bolos caseiros feitos com mel ao invés de açúcar e farinha de amêndoas ( ou qualquer outra castanha moída). Eu recomendo o livro de Elaine Gottschall "Breaking The Vicious Cicle". Ele tem ótimas receitas assim como ótimas dicas de nutrição.

Refrigerantes são umas das maiores fontes de açúcar na dieta de uma criança, para não mencionar todos os aditivos químicos. Sucos de frutas são cheios de açúcar processado e fungos. Ao menos que seja de fruta fresca, eles também não devem fazer parte da dieta de sua criança. Aspartame, um repositor do açúcar em muitas bebidas, foi descoberto que é cancerígeno e deve ser evitado.

Ele é convertido em metanol no nosso corpo. Metanol é muito bem conhecido como um veneno. Água mineral ou água filtrada com uma fatia de limão é a melhor bebida para nossas crianças. Beber água tratada com cloro futuramente irá comprometer a flora intestinal de sua criança, simplesmente porque o cloro está lá para matar bactérias em primeiro lugar.

Resumindo, uma criança autista não deveria ter alimentos processados na sua dieta. Toda comida deveria ser apresentada-as da forma mais próxima da natureza possível. Peixes frescos, carnes frescas, ovos, vfrescas, castanhas e sementes, alho e azeite extra virgem, quinua, devem ser preparados em casa com complementos também frescos.

Frutas e vegetais deveriam ser comidos crús quantas vezes possível na forma de saladas, sticks, pedaços... Frutas frescas e vegetais não são apenas uma boa fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e outros nutrientes, eles são também uma excelente fonte de enzimas vitais, as quais as crianças autistas tem falta. Essas enzimas são essenciais na desentoxicação do corpo. Comer vegetais crús com carnes vai dar um suporte na digestão das carnes e dos cereiais.

Vegetais e frutas cozidos perdem muito dos seus valores nutricionais: enzimas e vitaminas são destruídas, carboidratos mudam a sua estrutura. Cenoura, pepino, couve-flor, brócolis, aipo são deliciosos na forma de palitos com um molho de maionese; abacate amassado com bastante azeite extra virgem e um pouco de suco de limão. Abacate é uma fruta maravilhosamente nutritiva e deveria fazer parte regularmente da dieta de seu filho.

Falando sobre frutas, existe muita confusão nessa área. Você não pode transferir achados laboratoriais científicos feitos com um nutriente isolado para um pedaço de alimento, feito pela natureza. Existem vários exemplos para ilustrar esse ponto de vista. A propósito, nós todos sabemos que a cianida é um veneno. Entretanto, ela é uma parte importante da molécula da vitamina B12 e todos nós sabemos, que nós não podemos viver sem a vitamina B12.

Outro bom exemplo é o leite de peito. Leite de peito tem uma grande quantidade de caseína. Entretanto, é um dos melhores alimentos para crianças autistas. Todos os pais reportam o quanto as suas crianças se desenvolvera normalmente enquanto só eram alimentadas com leite de peito. Na verdade, no 5º tópico do "Autism File" tem um artigo nomeado "O milagre do leite de peito", onde uma mãe conseguiu um enorme desenvolvimento do seu menino autista ministrando-lhe leite de peito (felizmente, ela estava amamentando seu bebê mais novo nesta época).

Eu não acredito em limitar as frutas na dieta de uma criança. Um fato importante para lembrar, no entanto, é de prover a maior variedade de frutas possíveis e não cair na armadilha de comer bananas todos os dias. Frutas silvestres frescas ou congeladas deveriam ser comidas sempre que possíveis.

Lembre-se, nada de açúcar para acompanhar! Dentre várias substâncias benéficas, contém nitrilosides (?), essencial para a desentoxicação do corpo. Abacaxi irá lhe prover de enzimas proteolíticas, a qual nossas crianças tem falta. Frutas devem ser consumidas sozinhas, nunca com as refeições, como elas tem um padrão de digestão muito diferente, elas podem dificultar o trabalho do estômago. Sirva frutas como lanche entre as refeições com suas cascas e sementes ( peles e sementes tem um grande valor nutricional). Nunca cozinhe frutas!

Carnes, peixes, aves domésticas, carnes orgânicas e ovos caipira deveria ser a maior parte da alimentação da sua criança. Eles devem ser comprados frescos, ou os orgânicos, e cozidos em casa. Carnes, peixes e ovos são as maiores fontes de nutrientes para nós, sere humanos. Ao contrário do que popularmente se acredita, a maioria das vitaminas, dos minerais, dos aminoácidos e gorduras essenciais vem da carne, peixe e ovos.

Os alimentos vegetais, como os cereais, verduras e vegetais, são cheios de vitaminas e minerais, mas a bio disponibilidade desses alimentos para nós humanos, é muito menor do que nas fontes animais. Nós não somos ruminantes, que tem bactérias especiais no estômago para digerir plantas. O nosso trato digestivo foi desenhado para consumir amplamente as carnes. Os esquimós por exemplo, vivem basicamente de peixe, carne e gordura animal. Eles são comprovadamente um dos povos mais saudáveis do planeta.

Ovos frescos merecem uma explicação mais detalhada. De acordo com a sua facilidade em ser digerido e absorvido pelo intestino humano, o ovo é o único alimento que pode ser equiparado ao leite de peito. Gema de ovo crú é uma das maiores fontes de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais da forma mais pura possível. Você deve ter um fornecedor seguro de ovos caipira. A clara deve sempre ser cozida, pois consumi-la crua pode bloquear a síntese de biotina no intestino. Mas a gema é melhor crua! No entanto, se você se sentir inconfortável em comer gema crua, então cozinhe da forma que desejar. É melhor comer gemas cozidas do que não comê-las de forma alguma.

Dois ovos no café da manhã irá prover sua criança com muitas vitaminas, incluindo vitamina B, A, E e D, assim como também com todos os aminoácidos que nossas crianças são deficientes. Ao invés de cereais matinais no café da manhã, dê a elas dois ovos (pochê, mexidos, cozidos ou de qualquer outra maneira) com caldo de carne puro, cebolas fritas ou vegetais crús de todas as formas. Regue com uma boa quantidade de azeite extra-virgem e sirva.

É importante você usar muita cebola e alho quando estiver cozinhando. Cebola tem muitas propriedades imuno-estimulantes, cozida ou crua. Alho é conhecido por ter propriedades anti-fundicas, anti-parasíticase anti-virais assim como abilidades para estimular o Th1. No entanto, essas propriedades são destrídas facilmente ao serem cozidos. Esta é a razão de adicioná-lo aos alimentos somente no final da cocção (3-4 min antes de desligar o fogo).

Adicione alho crú as saladas e pratos já preparados. Para começar, você pode somente esfregar um pouco de alho no fundo do prato de seu filho antes de por a comida. Conforme o seu filho for se acostumando ao gosto do alho crú, lentamente vai introduzindo mais quantidade. Comer alho crú ou cozido regularmente, vai fazer muito bem a ele ou ela.

Óleo de oliva tem muitas propriedades parecidas com as do alho assim também como é uma excelente fonte de ácido oleico - um ácido graxo essencial monoinsaturado, que vai incrementar a o braço de Th1 do sistema imunológico de seu filho.

Certifique-se de que ele seja prensado a frio e virgem e use-o bastante nos pratos prontos. Não é uma boa idéia cozinhar com ele, pelo fato dele ter muita quantidade de ácidos graxos insaturados que iram se transformar com o calor em perigosas gorduras trans. É melhor cozinhar com gorduras que não insaturam como, ghee ( um tipo de manteiga muito pura usada por chefes de cozinha da culinária francesa), óleo de côco, porco, simplesmente porque elas não alteram suas estruturas quando são aquecidas. Elas podem até serem reutilizadas. Nós precisamos muitos de gorduras saturadas na nossa alimentação. O ponto importante aqui é que nós devemos consumir gorduras naturais.

Por exemplo, manteiga é muito mais saudável do que qualquer substituto sintético. Todo óleo vegetal foi aquecido a altas temperaturas no processo de produção e estão de cheios de gorduras trans. Consuma gorduras que a natureza nos proporciona que você não estará errado. Eu gostaria de enfatizar que a criança autista necessita muito de gorduras naturais.

Deixe-a comer a gordura das carnes, a pele do frango, muito azeite ao servir os seus pratos, ministre-a um bom óleo de bacalhau ou qualquer outra fonte de ômega3 com ácidos graxos essenciais EPA/DHA todos os dias. Á cidos graxos ômega3 encontrado em peixes de águas geladas reduz o IL-6 (a citikina Th2) a imunidade de Th1. Ao contrário do que acreditam, a gordura é a principal fonte de energia do corpo humano. O cérebro e todo o restante do sistema nervosos são feitos de gordura.

O que falar dos cereais? Os cereais geralmente são muito indigestos, particularmente para um sistema digestivo que já não é muito bom. Crianças autistas não tem um sistema digestivo saudável então trigo, aveia, centeio, arroz, milho, particularmente os processados, devem ser mantidis fora da sua dieta. No entanto, existem alguns cereais os quais comidos uma ou duas vezes na semana, podem ser benéficos. Estes são o buckwheat (?), millet (?) e a quinua. Eles tem relativamente uma alta porcentagem de proteínas e não são processados a um mesmo nível dos outros cereais.

Buckwheat e millet em particular tem substâncias chamadas nitrilosidas, que são essenciais para o processo de desintoxicação do organismo. Existem mais de 1500 alimentos que contém nitrilosidas. Os mais importantes são: sementes de damasco, sementes de pêssego, sementes de uva, sementes de maçã, amoras, morangos, brotos e nozes macadâmia. Não se esqueça que cereais são basicamente constituídos de amido, o que irá alimentar a colônia de Candida no intestino e possivelmente outras bactérias também. Esta é a razão de até estes ótimos cereais serem liminados na dieta até a flora intestinal melhorar.

Castanhas e sementes são ótimas fontes de muitos nutrientes. elas são as melhores fontes de magnésio, zinco, selênio e outros minerais essenciais na sua forma mais natural e disponível, que toda criança tem falta. Evite os amendoins, ao menos que você os compre com cascas. Todas as castanhas são melhores quando compradas nas suas cascas e quebradas somente na hora de comê-las. Desta forma elas são excelentes formas de ácidos graxos essenciais e estão livres de mofos e fungos. Você pode utilizar castanhas moídas para fabricar o seu próprio pão, panquecas e bolos. Nozes e sementes deveriam fazer parte regular da dieta de seu filho.

Não é fácil persuadir as crianças a se alimentarem de uma forma saudável. A maneira mais fácil que encontrei para introduzir novas comidas na dieta de meu filho foi colocá-las calmamente na frente dele enquanto assistia TV. Tudo fica muito mais fácil quando ele está absorvido pelos programas de televisão.

A ABA também tem boas maneiras de introduzir novos alimentos. Isso tudo pode parecer completamente enfadonho e cansativo, mas o que é fácil com nossas crianças?! Então, por favor, não fique desapontado com as falhas, persevere. Afinal de contas você está fazendo uma mudança de vida.

Então siga a sua estrada devagar, no ritmo que você e seu filho precisam. Se jogar de cabeça em coisas que você não domina é um passo para o fracasso. Introduza os alimentos um de cada vez, desenvolvendo a sua própria maneira de fazê-los e serví-los. Lembre-se que a regra nº 1 é cozinhe tudo o mínimo possível, não cozinhe nada que possa ser comido crú.

Um probiótico eficiente, vai ajudar a seu filho digerir e absorver a boa alimentação que você preparou pra ele. Eu acredito que esta dieta irá providenciar a nutrição que seu filho tanto precisa como merece.

Boa sorte!
fonte: autismoemfoco




Autismo, Alimentação e Intoxicação

A Medicina Alternativa Complementar, pode ajudar pessoas com autismo. Kidd revisou muitos dos métodos da CAM que mostraram alguns sucessos. Um dos pioneiros de tais terapias é DAN! (Defeat Autism Now! - Derrote o Autismo Agora!) - um colaborativo network fundado em 1995 por Bernard Rimland, PhD, fundador e diretor do Autism Research institute, (Instituto de Pesquisas do Autismo) e 29 outros cientistas, pais e médicos.
Segundo Kidd, “DAN! Apoia o atual consenso dos pesquisadores que o autismo é primeiramente orgânico em origem, enquanto entendido que muitas das suas características atendem às intervenções psicológicas."


“Entre os médicos que conhecem bem o autismo“, Kidd escreve, “há um forte consenso que modificando a dieta e o sistema gastrointestinal, prepara o caminho para o sucesso de outros tratamentos, portanto deveria vir primeiro. Os pais acham que, pela regularização exata da dieta de sua criança, eles podem observar melhoramentos, e que quando constritores dietéticos não são administrados, a criança frequentemente piora. O reconhecimento nos últimos anos de um eixo gastro-imune-cerebral da patologia ajuda ainda esta prioridade“.


Kidd identifica aditivos alimentares, corantes, adoçantes artificiais e conservantes; alimentos caseinados e glutinados; e muitos outros alimentos como associados com o autismo ou um agravante dos seus sintomas, incluindo ovos, tomates, berinjela, abacates, pimentas, soja, e milho.

Há evidências que apoiam a existência de uma relação entre aditivos alimentares, conservantes e a função mental. Qualquer sensibilidade de origem alimentar, alergia ou intolerância alimentar, deve ser investigada. É recomendado evitar alimentos agressivos como os derivados do leite, nozes, trigo, ovos, etc., mas somente com exame apropriados podemos diagnosticar os alimentos prejudiciais.

Dietas ricas em fibras com muitas frutas e vegetais crus, grãos integrais e legumes são recomendados.

Mantenha o consumo de açúcar branco baixo e use carnes magras.

Não consuma cafeína nem álcool e fique longe de alimentos processados que tenham um alto teor de nitratos, sódio e outros conservantes.

É sábio manter os níveis de açúcar no sangue não diminuídos, ingerindo várias pequenas refeições ao longo do dia, ao invés de uma ou duas refeições grandes. Os neurônios se alimentam de glicose. Quando você ingere açúcar refinado , ele provoca secreção exagerada de insulina pelo pâncreas e 2 a 5 horas após a sua ingestão pode ocorrer queda da glicemia, queda dos níveis de glicose que chegam aos neurônios e piora de vários aspectos da função cerebral .

Reações alérgicas
Reação IgE

São alergias definidas como reações específicas dentro do sistema imunológico que envolve um anticorpo chamado imunoglobulina E (IgE). Respostas Imediatas como colméias, congestão ou inchação tipicamente é o resultado de atividade de IgE. Testes improvisados tradicionais identifica sinais de IgE como pólen ou amendoim que podem causar sintomas que variam de aborrecimento para letal.

Reações IgG

Respostas muito diferentes são reações de alergia atrasadas. Se eles acontecerem mais de duas horas depois de ingerir um alimento, podem ser o resultado de imunoglobulina G (IgG) em vez de atividade de IgE. Reações de IgG podem causar sintomas como perturbações de sono, urina na cama subseqüente, sinusite infecção do ouvido, ou mau humor. Teste de sangue em vez de testes improvisados são o único a verificar para alergias de IgG. Se seu médico corretamente disser que testes de IgG não são confiáveis, diga você que está atento sobre fato, mas que está interessado nos resultados. A prova pode prover informação sobre alimentos que estão aborrecendo o sistema imunológico de sua criança.

Onde imunoglobulinas são envolvidos, a palavra “alergia” pode ser usado para descrever sintomas depois de exposição legitimamente. Uma reação a glúten ou caseína às vezes aparece em teste de sangue IgG ou IgA, e é, então, chamado uma “alergia.” Esta conclusão pode estar enganosa, porque a razão mais provável para caseína e intolerância de glúten é digestão pobre.

Funções digestivas pobres
Função digestiva pobre tem várias causas. Pode resultar de um intestino imaturo em crianças e de uso de antibióticos pesados ou a falta da proteína que digere enzima DPP4. A possível relação entre a falta de enzima DPP4 e os sintomas de PDD/autismo foi a recente descoberta de Dr. Alan Friedman nos Laboratórios Johnson & Johnson. Sem enzimas digestivas essenciais, como DPP4, proteínas parcialmente digeridas como glúten e caseína podem vazar no sangue.

Proteínas parcialmente digeridas têm configurações estranhas e imitam outras moléculas complexas como endorfina. Endorfina são proteínas de sistema nervosas que agem como analgésicos. Glúten parcialmente digerido ou proteínas de caseína podem se ligar para agir como analgésicos (ópio) receptores e sintomas de comportamento causando contato de olho pobre, irritabilidade, ou desconecção com o mundo.

Digestão pobre pode ou não extrair uma resposta de imunoglobulina. Pode causar sintomas de inflamação, como irritabilidade intestinal, ao invés de diarréia e dores de estômago. Estas reações não são tecnicamente alergias. Nem é tecnicamente ativação opiata, uma verdadeira alergia. Quando IgG ou IgE que acham leite ou sensibilidade de glúten, é porque as mensagens químicas que tecem pelo corpo tropeçaram no sistema de alergia.

Digestão incompleta pode causar alergias alimentar
Uma digestão adequada é primordial para uma boa saúde e uma digestão incompleta ou desordenada pode ser o maior causador do desenvolvimento de muitas doenças. Alimentos digeridos inadequadamente podem, além de perder algumas de suas substâncias, podem ter suas moléculas absorvidas inapropriadamente pela circulação sistêmica. E isto pode desencadear uma série de doenças e desenvolver vários tipos de alergias alimentares.

A ação enzimática se realiza em quatro áreas: nas glândulas salivares, no estômago, no pâncreas e nas paredes do intestino delgado. Cada enzima é capaz de "dissolver" apenas uma substância específica. Portanto, uma enzima capaz de digerir uma proteína não pode digerir carboidratos ou vice-versa, por exemplo.

O consumo suplementar de enzimas digestivas e lactobacillus auxilia mt o tratamento


Má Digestão / Azia / Flatulência (Gases)

Má digestão, ou indigestão, se refere a problemas gastrointestinais que incluem dor no estômago, azia, flatulência, arrotos e sensação de inchaço. O desconforto na região abdominal geralmente é acompanhada de náusea e mal estar, podendo provocar vômitos.

A indigestão pode ser causada por uma doença no trato digestivo como úlcera ou refluxo gastro-esofágico mas para a maioria das pessoas é resultado de comer demais, comer muito rápido, comer comidas gordurosas ou comer durante situações estressantes. Fumar, beber muito álcool, usar medicamentos que irritam o estômago ou estar muito cansado podem causar má digestão ou piorá-la.

Com relação a flatulência é importante ter em mente que é normal o organismo produzir gases. No entanto, as vezes podem haver períodos em que sentimos uma maior produção de gases e isso pode provocar desconforto e situações embaraçosas, podendo afetar a vida social. Geralmente isso ocorrer por: comer rápido demais, não mastigar direito os alimentos e/ou comer determinados alimentos que produzem mais gases. O cheiro ruim que os gases retais podem ter se deve a ação de bactérias presentes no cólon. Essas bactérias intestinais produzem gases a partir da comida não digerida.

Centenas de bactérias diferentes vivem no intestino grosso. A maioria não faz nenhum mal. De fato, elas até são benéficas para a digestão. No entanto, as bactérias contam com carboidratos e açúcares para se alimentarem. No processo de quebrar esses nutrientes elas geram gases como hidrogênio, dióxido de carbono e metano. Em condições normais os gases são reabsorvidos e não causam flatulência excessiva. Mas determinados alimentos ou uma maior quantidade de alguns alimentos pode provocar essa flatulência excessiva.

Para todos os pais
Lá no início está escrito:
“Entre os médicos que conhecem bem o autismo“, Kidd escreve, “há um forte consenso que modificando a dieta e o sistema gastrointestinal, prepara o caminho para o sucesso de outros tratamentos, portanto deveria vir primeiro. Os pais acham que, pela regularização exacta da dieta de sua criança, eles podem observar melhoramentos, e que quando constritores dietéticos não são administrados, a criança frequentemente piora. O reconhecimento nos últimos anos de um eixo gastro-imune-cerebral da patologia ajuda ainda esta prioridade“.

Aí está falando que os maiores especialistas em autismo descobriram que o autismo está em cima de um eixo envolvendo o sistema digestivo-sistema imunológico-sistema cerebral. Estão interligados, um não avança sem o outro, tudo tem que ser tratado em conjunto.

Pensem nisso,
Abraço fraterno à todos!



“Intestino Permeável” e a Dieta Livre do Glutén e da Caseína

Escrito por Stephen M. Edelson, Ph.D.
Centro Para o Estudo de Autismo, Salem, Oregon

Uma intervenção popular para o autismo é a dieta livre de Glúten e da caseína. Milhares de pais em todo o mundo colocaram suas crianças nesta dieta restrita e observaram melhoras dramáticas. Em conseqüência, muitas receitas foram publicadas em livros de receitas especializados, boletins de notícias, e na Internet.

Intestino Permeável.: Muitos indivíduos autistas têm intervalos intestinais permeáveis, e isto é referido frequentemente como leaky gut = ‘intestino permeável’. Parece haver muitas razões para o problema do intestino permeável em indivíduos autistas, tais como infecções por vírus, (por exemplo, o vírus do sarampo), infecção da levedura (isto é, um crescimento anormal da candida albicans), e uma redução na transferase do enxôfre do fenol (PST; que linhas o intervalo intestinal e o protege da permeabilidade). Há também algumas especulações que os metais pesados no intervalo intestinal podem enfraquecer as membranas; e isto, por sua vez, pode causar o intestino permeável .



Para tratar as potenciais causas do intestino permeável:

• Viral -- Não há nenhuma droga que pode destruir os vírus no corpo mas há as drogas anti-virais que podem “retardar” os vírus.

• Candida Albicans -- Muitas crianças testaram positivo ao super crescimento da candida albicans e foram tratadas com medicamentos contra fungos (ver a seção candida albicans nesta edição).

• Níveis baixos do PST -- Alguns pais dão a suas crianças banhos de Sais de Epson para aumentar o nível do PST.

• As crianças estão recebendo também procedimentos do desentoxicação dos metais para livrar seu corpo de metais pesados em excesso.



Glúten e caseína. O Glúten é uma proteína e está presente nos alimentos, tais como o trigo, a cevada, o centeio e a aveia. A Caseína é também uma proteína e é encontrada em produtos tais como o leite, o sorvete, o queijo e o yogurt, enfim todos os derivados do leite. No intervalo intestinal, o Glúten e a caseína se transformam em peptídeos; e estes peptídeos se transformam em amino ácidos.



Atualmente, nós não sabemos porque a dieta livre do Glúten e da caseína ajuda a muitos indivíduos autistas. Uma teoria popular é que quando o Glúten e a caseína são transformados em peptídeos, eles podem passar com as imperfeições no intervalo intestinal. Estes peptídeos são denominados o gliadinomorphin (a quebra a proteína do glutém) e o casomorphin (a quebra da proteína da caseína). Ambos os peptídeos agem como a morfina no corpo. Estes podem também passar através da barreira do sangue-cérebro e causar um impacto negativo no desenvolvimento do cérebro.

Como indicado mais cedo, o tratamento o mais útil para este problema é colocar a criança em uma dieta livre de Glúten e da caseína. Quando colocadas na dieta, as crianças, especialmente com menos de 5 anos de idade, podem apresentar alguns sintomas.

Isto é, se todos os alimentos com os ingredientes glúten e caseína forem removidos de repente da dieta da criança, isto poderia conduzir a sintomas do autismo, isto é, a primeira impressão seria que a criança estivesse muito pior. Lisa Lewis, Ph.D., mãe de uma criança autista que está envolvida ativamente na disseminação da informação sobre a dieta livre do glúten e da caseína, sugere que as crianças com menos de seis anos devem ser colocadas em uma dieta experimental por três meses para ver se há alguma melhora; e as crianças com seis anos e mais velhos devem ser colocadas em uma dieta experimental por seis meses.

Algumas pessoas sugerem que o estado de saúde do intervalo intestinal da criança deva ser examinado primeiramente; e se houver uma evidência de um intestino permeável, então a criança deve ser colocada em uma dieta livre de Glúten e da caseína.

O teste do Intestino Permeável é é a única maneira de determinar se uma criança tem um intestino permeável. Muitos pais mesmo com resultados de exames sem alteração, resolveram colocar seus filhos na dieta e relatam q os benefícios foram grandiosos. Este teste envolve beber uma solução com sabor doce e então coletar amostras da urina. A maioria dos médicos podem administrar este teste.

Os pais emitiram também amostras da urina de suas crianças aos laboratórios para testar para a presença dos peptídeos anormais associados com o glútem e com a caseína na urina. Entretanto, muitas pessoas sentem que estes testes não são necessários e sugerem que os pais devem simplesmente colocar a criança em uma dieta restrita e então observar se ou há alguma melhora na criança.

TEXTO PARA ESTUDOS E MELHOR COMPREENSÃO

NUTRIÇÃO, PROBIÓTICOS E DISBIOSE: REVISÃO


Autismo ainda é pouco estudado no Brasil

Paulo Marcio Vaz, Jornal do Brasil
RIO - Foi por meio de estudos e pesquisas feitos por conta própria que a bióloga Eloah Antunes contrariou médicos brasileiros e atestou que seu filho, Luan, então com 2 anos, era autista. Ao ver a própria criança dar cabeçadas na parede, não atender aos chamados de ninguém e apresentar constantes problemas de saúde, Eloah não aceitou o diagnóstico de “traumas psicológicos” dado por diversos neurologistas. Só depois que ela própria teve certeza da real condição de seu filho, é que um pediatra confirmou que Luan era autista.
Por muitos anos considerada uma doença neurológica incurável, o autismo, segundo novas pesquisas feitas nos Estados Unidos, é uma síndrome ligada a diversos fatores que influenciam diretamente na sua manifestação. De alergias alimentares à falta de capacidade de eliminar metais pesados do organismo, os fatores que contribuem para o aparecimento do autismo são diversos – a verdadeira causa da síndrome ainda é um mistério para a medicina.
Tratamentos que vêm dando resultado nos EUA – e que lentamente chegam ao Brasil – incluem dietas, reposição vitamínica (com substâncias importadas) e terapias comportamentais, entre outros processos. Recentemente, pesquisa publicada na revista científica Neuropsychology Review atestou que até 25% de crianças autistas tratadas adequadamente ficaram livres de todos os sintomas que poderiam caracterizá-las como portadoras da síndrome.
Representação na OEA
Por estar ainda muito longe das atuais novidades e, principalmente, dos tratamentos que dão esperança aos pais de autistas nos EUA, o Brasil pode ser condenado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Ulisses da Costa Batista, que luta para tratar seu filho Rafael, de 12 anos, foi o responsável pela iniciativa da Defensoria Pública Geral do Estado do Rio, que entrou com a representação na OEA contra o Brasil. O documento, já em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento a autistas.

Autismo e a sexualidade



      Embora a ocorrência do autismo seja pequena (1 caso em 1000), este tem sido alvo de um interesse crescente por parte dos profissionais. As contribuições para a compreensão das causas e da patologia da síndrome vêm de campos diversos como a neurobiologia, neuroanatomia e neuropsicologia, da psicologia cognitiva da psicologia do ensino etc. Hoje aceita-se ser o autismo um distúrbio do desenvolvimento de natureza biológica. A psiquiatria cataloga o autismo como " Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento" nos sistemas básicos de classificação diagnóstica CID-10 e DSM III R (Lier et al. 1988). 
      O autismo pode aparecer nos primeiros meses de vida ou até os 3 anos de idade. A síndrome do autismo apresenta retardo mental e desenvolvimento anormal da linguagem e nas habilidades de comunicação e interação social. Além destes sintomas cardinais, a criança autista apresenta outros desvios de comportamento como hiperatividade, déficits de atenção, e desordens motoras, sensoriais e de percepção. Frequentemente aparece agressividade e automutilação e recusa para comer ou dormir. A criança também pode sofrer de outras desordens neurológicas ou biológicas. Por exemplo, 20 - 30% dos casos apresentam ocorrências epiléticas durante a infância e a adolescência.
      O problema crucial da pessoa autista - principalmente no que se refere à sexualidade - é sua inabilidade para iniciar, manter ou compreender um relacionamento social com outras pessoas. Independentemente de seu nível cognitivo e de suas habilidades de linguagem e a despeito de ter ou não interesse em ter contato com outras pessoas, a pessoa autista sofre de um distúrbio básico no que concerne a sua habilidade de interagir socialmente. Este distúrbio pode acarretar rejeição das pessoas que a cercam, resultando em afastamento da pessoa autista. 
      Na época da juventude e depois na idade adulta, maioria das pessoas com autismo conseguem continuar desenvolvendo-se em diferentes áreas (Mesibov 1983, Pedersen et al 1985). Todavia a deficiência social e de comunicação, mantêm-se como um problema definitivo. Os comportamentos ritualistas e estereotipados parecem diminuir, os problemas com sono e alimentação desaparecem e a hiperatividade diminui consideravelmente. As habilidades práticas e de cuidados consigo mesmo continuam desenvolvendo-se. O interesse em interagir socialmente torna-se mais aparente em alguns jovens e adultos autistas. Por outro lado, a falta de experiência de interação e comunicação social na infância, mais tarde torna-se evidente através da dificuldade em perceber os estados mentais das outras pessoas e empatizar com elas.
      Os jovens e adultos autistas têm dificuldades inclusive em expressar os próprios sentimentos de uma forma que os outros possam compreendê-los e aceitá-los. O casamento parece não ser a única coisa que as pessoas autistas não conseguem.  Fazer novas amizades ou ter amigos parece fora de questão para a pessoa autista. Mesmo que ele funcione em um nível intelectual alto e seja capaz de cuidar dele mesmo em um contexto diário normal, a pessoa autista vai dar sempre uma impressão  ingênua e imatura. 
      Outro problema básico da pessoa autista é a inadequação ou falta do uso da imaginação. A falta de habilidade em perceber e compreender expressões emocionais em outras pessoas parece relacionar-se com a limitação, ou mesmo falta, da capacidade de imaginar qualquer coisa. A habilidade para imaginar o que possa acontecer em resposta a uma ação e para reter experiências anteriores e suas consequências formando um repertório que ajude a antecipar o que vai ocorrer a curto ou longo prazo, parece totalmente fora do alcance das pessoas autistas. Como resultado aparecem ações impulsivas ou uma forma rígida e imprevisível, mesmo ritualística, de organizar as próprias ações. As deficiências básicas que caracterizam a pessoa autista tem um profundo efeito sobre o seu desenvolvimento sexual. 

      Sexualidade e autismo 

      Como já mencionamos, existe hoje um escasso material empírico sobre o comportamento sexual das pessoas autistas. Entretanto, é obvio que os distúrbios abrangentes que o autismo acarreta devem trazer problemas importantes no desenvolvimento da conduta sexual. 
      A sexualidade é parte do desenvolvimento do organismo e do processo maturação, em conecção com o desenvolvimento dos sistemas nervoso, metabólico e hormonal. A sexualidade se desenvolve através da interação social e da comunicação, através do contato físico, dos jogos e da assimilação de normas e regras sociais. A sexualidade é uma experiência emocional consigo mesmo e com os outros. Sexualidade é fantasia, isto é, é a capacidade de imaginar, uma capacidade que se baseia na percepção, na compreensão e em conceitos simbólicos pescados na corrente de nossas experiências diárias. Sexualidade é desejo, excitação e orgasmo. Deve ser descoberta, experimentada e praticada. Isto pode ocorrer em jogos, sozinho ou com outros. 
      O desenvolvimento e processo de maturação das pessoas autistas pode ser afetado pelo grande número de desordens em seu sistema nervoso, no metabolismo e no processo hormonal. Como a epilepsia é frequente, é comum também o uso de medicação. Remédios antipsicóticos são frequentes para a diminuição da agressividade e de condutas auto destrutivas e podem afetar a sexualidade. Estudos com pacientes psiquiátricos adultos sugerem que  o uso de neurolépticos pode inibir a libido, a ereção e a ejaculação. (Mitchell&Popkin, 1983;Hertof, 1987). 
      Por outro lado sabemos que a interação social, a comunicação e o contato físico são áreas primariamente afetadas nas pessoas autistas. Sabemos que eles têm muita dificuldade, ou mesmo incapacidade, para empatizar com outras pessoas e que eles também têm problemas para entender e expressar seus próprios sentimentos, necessidades e desejos. Sabemos que sua fantasia e uso da imaginação não existem ou são muito limitadas e sabemos que sua tendência para ritualizar e repetir padrões de comportamento de forma estereotipada os impede de experimentar a vida. Eles têm restrições na capacidade de relatar experiências tanto no contexto físico como no psicológico. 
      A puberdade, com o crescimento repentino e as mudanças  na aparência física que e a acompanham e o aparecimento de caracteres sexuais, pode acarretar ansiedade na pessoa autista. Uma jovem autista descrevia a horrível sensação que ela sentia ao redor de seu clitóris. Algumas vezes ela se dirigia à sensação, pedindo-lhe para parar. Em situações extremas, ela podia até bater-se. Ela se recusava a tocar-se, não por ter medo da sensação mas por pensar no ato de tocar-se como  "muito desagradável". Um jovem autista dizia ter medo de que seu pênis caísse, quando ereto. 
      A falta de compreensão das normas e regras sociais pode levar uma pessoa autista a tirar a roupa ou masturbar-se em público. A falta de empatia pode fazer com que um autista tente tocar, beijar ou abraçar uma pessoa estranha. Uma pessoa autista pode dirigir também sua atenção para crianças menores. A despeito do fato do jovem autista não ser capaz de namorar, o desejo de ter um namorado ou namorada pode tornar-se uma obsessão. A dificuldade em aproximar-se dos outros na tentativa de estabelecer um relacionamento amoroso e/ou a rejeição ao contato físico com conotações sexuais pode levar à frustração e resultar em agressividade ou comportamentos auto agressivos. A pessoa pode isolar-se ou desistir inteiramente de sua sexualidade.

A Educação Especial da Criança com Sindrome de Dow

A EDUCAÇÃO ESPECIAL DA CRIANÇA
COM SÍNDROME DE DOWN

                                                                        Roberta Nascimento Antunes Silva(*)
                                                                        Rio de Janeiro, 2002.

 

        Monografia apresentada à Universidade Veiga de Almeida como requisito básico para a conclusão do curso de Licenciatura em Biologia.
        Orientadora: Profa. Regina Maria Pires Abdelnur

 

        (Texto publicado com autorização da autora.)  


    

        Aos meus pais, que estiveram a meu lado em todos os momentos, me dando força e perseverança para concluir esse ideal.

 
        Agradeço, na realização deste trabalho, primeiramente aos meus professores e amigos; a todos, que direta ou indiretamente contribuíram com muita paciência, para que esse grande dia chegasse.
 


 

        "Toda ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil - e,
no entanto, é a coisa mais preciosa que temos
".
        (Albert Einstein, 1879-1955)
 

 

RESUMO

     O objetivo deste estudo foi pesquisar a importância da educação especial para a formação e desenvolvimento de crianças portadoras de síndrome de Down e a influência da estimulação precoce em relação à aquisição de linguagem. A pesquisa científica do autor passou por abordagens neurológicas, psicológicas, anatômicas e pedagógicas, com objetivo de ampliar o campo de estudo. E como a aprendizagem é processo complexo, a cerca do qual existem infinitas definições e conceitos, procurou-se manter uma linha de trabalho, seguindo uma seqüência, passando pelas etapas da educação infantil, descrevendo também a relação entre o cerébro e a linguagem. Para finalizar o trabalho é necessário enfatizar o papel da família para as aquisições e ressaltar, que em toda bibliografia pesquisada, a importância da família nos processos de construção da linguagem é citada.
 

 
SUMÁRIO

 

INTRODUÇÃO

     Os trabalho sobre síndrome de Down surgiram há muitos anos, por volta do século XIX, e a cada dia novos estudos surgem com propostas inovadores sobre o assunto. No entanto, através de pesquisas realizadas sobre a evolução dos estudos sobre a síndrome, encontramos um fato muito interessante que é a imagem que a sociedade por muitos anos postulou aos sindrómicos:

     Na cultura grega, especialmente na espartana, os indivíduos com deficiências não eram tolerados. A filosofia grega justificava tais atos cometidos contra os deficientes postulando que estas criaturas não eram humanas, mas um tipo de monstro pertencente a outras espécies. (...) Na Idade Média, os portadores de deficiências foram considerados como produto da união entre uma mulher e o Demônio. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 3-4).

     Por muitos anos a criança Dowm era considerada como a retardada, a incapaz e em algumas sociedades era até mesmo considerado como monstro ou filho do demônio. Infelizmente, atualmente, ainda, encontramos algumas confusões sobre o conceito de Down, que é confundido com deficiente mental:
     "A síndrome de down é decorrente de um erro genético presente desde o momento da concepção ou imediatamente após (...)" (SCHWARTZMAN, 1999, p. 3).
     No entanto, como descreve Schwartzman (1999), sabemos atualmente que a síndrome se trata de uma alteração genética e que os portadores da síndrome, embora apresentem algumas dificuldades podem ter uma vida normal e realizar atividades diárias da mesma forma que qualquer outra pessoa. Não negamos a afirmação de que o Down apresenta algumas limitações e até mesmo precise de condições especiais para aprendizagem, mais enfatizamos, que estes através de estimulações adequadas podem se desenvolver.
     As dificuldades de aprendizagem, os distúrbios de conduta, a problemática de sua interação completam, mas não esgotam o quadro da educação do aluno com síndrome de Down. (MILLS apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 232)
     O autor aborda em seu trabalho justamente a questão da educação da criança Down. O interesse por este assunto surgiu a partir da descoberta das inúmeras possibilidades e habilidades dessa criança especial:

     Um dos grandes objetivos da educação infantil é fazer com que a criança seja mais autônoma na sala de aula. Adquirir autonomia é interiorizar regras da vida social para que se possa conduzir sem incomodar o restante do grupo. E essa adequação social é condição sine qua non para que seja integrada.
(MILLS apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 23)

     E a partir de leituras e pesquisas propôs neste trabalho, a apresentação ao leitor um conhecimento mais profundo sobre as crianças Down e suas habilidades e limitações. Este conhecimento é de extrema importância para familiares e professores que poderão estimular adequadamente a criança lhe proporcionando um grande desenvolvimento. Pretendem também evidenciar técnicas inovadoras na educação do Down, que facilitarão os procedimentos frente à criança.
 

 

1 A SÍNDROME DE DOWN

     A síndrome de Down é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caracteriza pela presença a mais do autossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. A esta alteração denominamos trissomia simples.
     No entanto podemos encontrar outras alterações genéticas, que causam síndrome de Down. Estas são decorrentes de translocação, pela qual o autossomo 21, a mais, está fundido a outro autossomo. O erro genético também pode ocorrer pela proporção variável de células trissômicas presente ao lado de células citogeneticamente normais. Estes dois tipos de alterações genéticas são menos freqüentes, que a trissomia simples.
     Estas alterações genéticas decorrem de "defeito" em um dos gametas, que formarão o indivíduo. Os gametas deveriam conter um cromossomo apenas e assim a união do gameta materno com o gameta paterno geraria um gameta filho com dois cromossos, como toda a espécie humana. Porém, durante a formação do gameta pode haver alterações e através da não-disjunção cromossômica, que é realiza durante o processo de reprodução, podem ser formados gametas com cromossomos duplos, que ao se unirem a outro cromossomo pela fecundação, resultam em uma alteração cromossômica.
     Estas alterações genéticas alteraram todo o desenvolvimento e maturação do organismo e inclusive alteraram a cognição do indivíduo portador da síndrome. Além de conferirem lhe outras características relacionadas a síndromes.
     De forma geral algumas características do Down são: o portador desta síndrome é um individuo calmo, afetivo, bem humorado e com prejuízos intelectuais, porém podem apresentar grandes variações no que se refere ao comportamento destes pacientes. A personalidade varia de indivíduo para indivíduo e estes podem apresentar distúrbios do comportamento, desordens de conduta e ainda seu comportamento podem variar quanto ao potencial genético e características culturais, que serão determinantes no comportamento.
 


1.1 Aspectos citogênicos da síndrome de Down

     Recentemente concluiu-se que a trissomia do 21 livre é muito freqüente e decorre de erros, que propiciam a formação de gametas com dois cromossomos 21 e normalmente é comum em mulheres de idade avançada:

     Estudos recentes, com polimorfismos de DNA (seqüência de DNA, produzidas, por enzimas de restrição e que passam de uma geração a outra) do cromossomo, estabelecem que aproximadamente 95 % dos casos resultam de não-disjunção na meiose materna. Destes 76 % a 80 % são erros no processo de meiose. Assim a não-disjunção na meiose materna é responsável por 67 % a 73 % de todos os casos de trissomia do 21 livre.
(ANTONORAKIS; SHERMAN, apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 38).


     Como já foi citado, na alteração por disjunção, o erro genético ocorre devido a não divisão cromossômica, quando os dois componentes do par cromossômico devem se separar originando células filhas. Neste caso, a divisão incorreta gera uma célula com excesso de cromossomos e outra com falta.
     A célula que fica com dois cromossomos homólogos, que não sofrerão disjunção, se fecundada formará em um zigoto trissômico, por possuir três cromossomos equivalentes ao invés de apenas um par. E como já foi citado é muito comum em mulheres de idade avançada, devido o envelhecimento do óvulo.
     Para explicar esta relação, entre o envelhecimento do óvulo e o fenômeno de disjunção, muitas teorias foram propostas.
     Segundo alguns autores sugerem que a aneuplóide, já esta presente nos ovócitos por ocasião do nascimento das mulheres e se deve a não-disjunção micótica, durante a embriogenese ovariana. (ZHENG; BYERS apud SCHWARTZMAN, 1999, p.40).
     As translocações, que compreende o processo de mutação genética, se dão pela ligação de um fragmento de um cromossoma a seu cromossoma homólogo. Estas ocorrem em menor freqüência, sendo mais comuns entre cromossomos acrocêntricos, por fusão cítrica, as chamadas translocações robertsonianas. Segundo SCHWARTZMAN, (1999), estas são responsáveis por 1,5 % a 3 % dos casos de síndrome de Down.
 

   1.2 Características principais da criança Down

     Segundo SCHWARTZMAN (1999), a síndrome de Down é marcada por muitas alterações associadas, que são observados em muitos casos. As principais alterações orgânicas, que acompanham a síndrome são: cardiopatias, prega palmar única, baixa estatura, atresia duodenal, comprimento reduzido do fêmur e úmero, bexiga pequena e hiperecongenica, ventriculomegalia cerebral, hidronefrose e dismorfismo da face e ombros.
     Outras alterações como braquicefalia, fissuras palpebrais, hipoplasia da região mediana da face, diâmetro fronto-occipital reduzido, pescoço curto, língua protusa e hipotônica e distância aumentada entre o primeiro, o segundo dedo dos pés, crânio achatado, mais largo e comprido; narinas normalmente arrebitadas por falta de desenvolvimentos dos ossos nasais; quinto dedo da mão muito curto, curvado para dentro e formado com apenas uma articulação; mãos curtas; ouvido simplificado; lóbulo auricular aderente e coração anormal.
     Quanto às alterações fisiológicas podemos observar nos primeiros dias de vida uma grande sonolência, dificuldade de despertar, dificuldades de realizar sucção e deglutição, porém estas alterações vão se atenuando ao longo do tempo, à medida que a criança fica mais velha e se torna mais alerta.
     A criança Down normalmente apresenta grande hipotonia e segundo HOYER e LIMBROCK, citado por SCHWARTZMAN (1999), o treino muscular precoce da musculatura poderá diminuir a hipotonia.
     A hipotonia costuma ir se atenuando à medida que a criança fica mais velha e pode haver algum aumento na ativação muscular através da estimulação tátil. (LOTT apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 28)
     Alterações fisiológicas também se manifestam através do retardo no desaparecimento de alguns reflexos como o de preensão, de marcha e de Moro. Este atraso no desaparecimento destes reflexos é patológico e resulta no atraso das aquisições motoras e cognitivas deste período, já que muitas atividades dependem da desta inibição reflexa para se desenvolverem como o reflexo de moro, que é substituído pela marcha voluntária.
 

   1.3 A etiologia da síndrome de Down

     Não foi exatamente esclarecida a causa da síndrome, no entanto, alguns fatores são considerados de riscos devido a grande incidência em que gestações na presença destes vem apresentando alterações genéticas. Os fatores de riscos podem ser classificados como endógenos e exógenos.
     Um dos principais fatores de risco endógenos é a idade da mãe, que em idade avançada apresentam índices bem mais altos de riscos, devido o fato de seus óvulos envelhecerem se tornando mais propensos a alterações.
     Os fatores de risco são muito importantes, pois nos permite prevenir a ocorrência das alterações genéticas ou ainda minimizar os fatores risco.
 

   1.4 O desenvolvimento do sistema nervoso da criança Down

     O sistema nervoso da criança com síndrome de Down apresenta anormalidades estruturais e funcionais, que resultam em disfunções neurológicas variando quanto à manifestação e intensidade.
     (...) nas crianças mais velhas foram observadas anormalidades nos neurônios piramidais pequenos, especialmente nas camadas superiores do córtex (...) (SCHWARTZMAN, 1999, p. 54).
     O processo de desenvolvimento e maturação do sistema nervoso é um processo complexo, no entanto, a criança com síndrome de Down ainda esta no estágio fetal, já apresenta alterações no desenvolvimento do sistema nervoso central.
     Segundo SCHIMIDT, citado por SCHWARTZMAN (1999), em seus estudos com fetos normais e fetos com síndromes de down, não observou alterações significativas no desenvolvimento e crescimento do sistema nervoso.
     Outros estudiosos como WISNIEWSKI (1990), concluem que até os cinco anos o cérebro das crianças com síndrome de Down, encontra-se anatomicamente similar ao de crianças normais, apresentando apenas alterações de peso, que nestas crianças encontra-se inferior a faixa de normalidade, que ocorre devido uma desaceleração do crescimento encefálico iniciado por volta dos três meses de idade.
     Esta desaceleração encontra-se de forma mais acentuadas em meninas, onde observamos também, freqüentes alterações cardíacas e gastrintestinais.
     WISNIEWSKI, citado por SCHWARTZMAN, (1999, p.47), relata que há algumas evidencias de que durante o último trimestre de gestação existe uma lentificação no processo da neurogênese.
     Apesar da afirmação descrita por WISNIEWSKI, as alterações de crescimentos e estruturação das redes neurais após nascimento são mais evidentes e estas se acentuam com o passar do tempo.
     Segundo SCHWARTZMAN (1999, p.51) As medidas de inteligência geral e as habilidades lingüísticas normalmente encontram-se alterados e estão não possuem padrão definido, além de não se relacionarem com o volume encefálico podendo apresentar em diversos níveis intelectuais.
     Também observamos nos sistema nervoso do paciente Down, alterações de hipocampo e a partir do quinto mês de vida quando se inicia o processo de desaceleração do crescimento e desenvolvimento do sistema nervoso ocorre uma diminuição da população neuronal.
     ROSS e colaboradores (1984) puderam observar "uma perda de neurônios granulares no córtex cerebral" e WISNIEWSKI (1990) confirma a proposta de Ross e também relata "uma diminuição no número de neurônios granulares nas camadas II e IV do córtex (...)".
     O desenvolvimento braquicefálico também é marcante no paciente com síndrome de Down e ainda podemos observar uma hipoplasia do lobo temporal. No paciente recém-nascido, muitas alterações não são evidenciadas, porém com o passar dos anos se evidenciam tornando visíveis às reduções de volume dos hemisférios cerebrais e hemisférios cerebelares, da ponte, corpos mamilares e formações hipocampais.
     Desta forma concluímos, que as inúmeras alterações estruturais e funcionais do sistema nervoso da criança com síndrome de down, determinam algumas de suas características mais marcantes como distúrbios de aprendizagem e desenvolvimento.
 

   1.5 Deficiência mental e síndrome de Down

     Segundo descreve Ferreira, na obra Miniaurélio, o termo deficiência significa falta, carência ou insuficiência. Assim podemos entender por deficiência mental a insuficiência funcional das funções neurológicas. O cérebro criança Down não atingir seu pleno desenvolvimento e assim todas suas funções estão alteradas:

     O conceito de deficiência mental apóia-se, basicamente, em três idéias que tem sido utilizadas para definir este termo. É essencial examina-las do ponto de vista interativo. A primeira diz respeito ao binômio de desenvolvimento-aprendizagem (...) A segunda idéia se refere aos fatores biológicos (...) A última tem a ver com o ambiente físico e social (...). (SCHWARTZMAN, 1999, p. 243)


     Os três conceitos a que o autor citado acima se refere podem ser explicados como bases das atividades mentais. Na verdade o cérebro de uma criança recém-nascida possui capacidades de aprendizagem, no entanto, estas serão desenvolvidas através da internalização de estímulos e esta se da através da aprendizagem e esta intimamente associada aos fatores biológicos, como integridade orgânica e ainda a sofre influências diretas dos fatores ambientais e sociais.
     Esta afirmação feita por SCHWARTZMAN (1999), é muito aceita e podemos observar inúmeros trabalhos de outros autores coerentes a esta abordagem. Um exemplo é Piaget, que afirma, que os indivíduos nascem apenas com potencialidades (capacidade inata) a capacidade de aprender. Assim, todo conhecimento e todo o desenvolvimento da criança depende de exposição ao meio e dos estímulos advindos deste. Para Jean Piaget, a base do conhecimento é a transferência e assimilação de "estruturas". Assim, um conhecimento, um estímulo do meio é encarado como uma estrutura que será "assimilada" pelo indivíduo através de sua capacidade de aprender.

     A aprendizagem é realizada com sucesso se capacidades de assimilação, reorganização e acomodação, estiverem integras, assim vão se dando as aquisições ao longo do tempo. Estes três processos acontecem para que um indivíduo esteja sempre adquirindo novas informações, assim, quando se depara com um dado novo, para a internalização do mesmo, o indivíduo deve reorganizar as aquisições já adquiridas, para acomodar os novos conhecimentos sendo por este processo que linguagem e cognição se desenvolvem.
     Considerando a grande influência do ambiente e a competência da criança para as atividades cognitivas, para estimularmos uma criança, temos que torná-la mais competente para resolver as exigências que a vida quer em seu contexto cultural.
     O portador de síndrome Down possui certa dificuldade de aprendizagem que na grande maioria dos casos são dificuldades generalizadas, que afetam todas as capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. Estas podem se manifestar em maior ou menor graus. 
2 AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN

     A criança com síndrome de Down têm idade cronológica diferente de idade funcional, desta forma, não devemos esperar uma resposta idêntica à resposta da "normais", que não apresentam alterações de aprendizagem. Esta deficiência decorre de lesões cerebrais e desajustes funcionais do sistema nervoso:

     O fato de a criança não ter desenvolvido uma habilidade ou demonstrar conduta imatura em determinada idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois é possível que madure lentamente. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 246).

     A prontidão para a aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções especificas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação têmporo-espacial e lateralidade.
     É comum observarmos na criança Down, alterações severas de internalizações de conceitos de tempo e espaço, que dificultarão muitas aquisições e refletirão especialmente em memória e planificação, além de dificultarem muito a aquisição de linguagem.
     Crianças especiais como as portadoras de síndrome de Down, não desenvolvem estratégias espontâneas e este é um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá muitas dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas.
     Outras deficiências que acometem a criança Down e implicam dificuldades ao desenvolvimento da aprendizagem são: alterações auditivas e visuais; incapacidade de organizar atos cognitivos e condutas, debilidades de associar e programar seqüências.
     Estas dificuldades ocorrem principalmente por que a imaturidade nervosa e não mielinização das fibras pode dificultar funções mentais como: habilidade para usar conceitos abstratos, memória, percepção geral, habilidades que incluam imaginação, relações espaciais, esquema corporal, habilidade no raciocínio, estocagem do material aprendido e transferência na aprendizagem. As deficiências e debilidades destas funções dificultam principalmente as atividades escolares:

     Entre outras deficiências que acarretam repercussão sobre o desenvolvimento neurológico da criança com síndrome de Down, podemos determinar dificuldades na tomada de decisões e iniciação de uma ação; na elaboração do pensamento abstrato; no calculo; na seleção e eliminação de determinadas fontes informativas; no bloqueio das funções perceptivas (atenção e percepção); nas funções motoras e alterações da emoção e do afeto. (SCHWARTZMAN, 1999, p. 247)


     No entanto, a criança com síndrome de Down têm possibilidades de se desenvolver e executar atividades diárias e ate mesmo adquirir formação profissional e no enfoque evolutivo, a linguagem e as atividades como leitura e escrita podem ser desenvolvidas a partir das experiências da própria criança.
     Do ponto de vista motor, hipocinesias associada à falta de iniciativa e espontaneidade ou hipercinesias e desinibição são freqüentes. E estes padrões débeis também interferem a aprendizagem, pois o desenvolvimento psicomotor é à base da aprendizagem.
     As inúmeras alterações do sistema nervoso repercutem em alterações do desenvolvimento global e da aprendizagem. Não há um padrão estereotipado previsível nas crianças com síndrome de Down e o desenvolvimento da inteligência não depende exclusivamente da alteração cromossômica, mas é também influenciada por estímulos provenientes do meio.
     No entanto, o desenvolvimento da inteligência é deficiente e normalmente encontramos um atraso global. As disfunções cognitivas observadas neste paciente não são homogêneas e a memória seqüencial auditiva e visual geralmente são severamente acometidas.
 

 

3 A EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

     A educação especial é uma modalidade de ensino, que visa promover o desenvolvimento global a alunos portadores de deficiências, que necessitam de atendimento especializado, respeitando as diferenças individuais, de modo a lhes assegurar o pleno exercício dos direitos básicos de cidadão e efetiva integração social.
     Proporcionar ao portador de deficiência a promoção de suas capacidades, envolve o desenvolvimento pleno de sua personalidade, a participação ativa na vida social e no mundo do trabalho, são objetivos principais da educação especial e assim como o desenvolvimento bio-psiquico-social, proporcionando aprendizagem que conduzam a criança portadora de necessidades especiais maior autonomia.
     A prática pedagógica adaptada as diferenças individuais vêem sendo promovidas dentro das escolas do ensino regular. No entanto, requerem metodologias, procedimentos pedagógicos, materiais e equipamentos adaptados.
     O professor especializado deve valorizar as reações afetivas de seus alunos e estar atento a seu comportamento global, para solicitar recursos mais sofisticados como a revisão medica ou psicológica. E outro fato de estrema importância na educação especial é o fato de que o professor deve considerar o aluno como uma pessoa inteligente, que têem vontades e afetividades e estas devem ser respeitada, pois o aluno não é apenas um ser que aprende.
     A educação especial atualmente é prevista por lei e foi um direito adquirido ao longo da conquista dos direitos humanos. A garantia de acesso a educação e permanência da escola requer a pratica de uma política de respeito às diferenças individuais.
 


   3.1 Política nacional de educação especial

     Como já foi citado a educação especial é prevista na Constituição da Federal, que é dever do Estado com a educação a garantia de: atendimento educacional especializado aos portadores de deficiências, preferencialmente na rede regular de ensino.(art. 208, caput, III, CF).
     A política nacional de educação especial consiste de objetivos gerais e específicos necessários a portadores de deficiências, que fundamentam e orientam o processo de educação especial, visando garantir o atendimento educacional ao aluno portador de necessidades especiais.
     Os objetivos formulados pela política de educação especial são: promover a interação social; desenvolver práticas de educação física, atividades físicas e sociais; promover direito de escolha; desenvolver habilidades lingüísticas; incentivar autonomia e possibilitar o desenvolvimento social, cultural, artístico e profissional, das crianças especiais.
     Para assegurar a educação especializada algumas medidas devem ser tomadas, como: aumento da oferta de serviços de educação especial com equipamentos, equipe qualificada, material didático especializado e espaço físico adequado às necessidades especiais dos deficientes, assim como criação de programas de preparo para o trabalho, estímulo a aprendizagem informal e orientação à família.
     No entanto, a falta de atendimento especial principalmente em pré-escolas, carência de recursos e equipe qualificada, inadequação do ambiente físico, falta de novas propostas de ensino, descontinuidade de planejamento e ações, desigualdade de recursos e oportunidades, vem dificultando o acesso de muitas crianças especiais ao ensino especializado.
 

   3.2 Enfoques da intervenção pedagógica junto a criança down

     A criança Down apresenta muitas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve primordialmente respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades especificas das crianças.
     Segundo MILLS (apud SCHWARTZMAN, 1999, p. 233) a educação da criança é uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais.
     Freqüentar a escola permitirá a criança especial adquirir, progressivamente, conhecimentos, cada vez mais complexos que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo.
     Segundo a psicogênese, o indivíduo é considerado como instrumento essencial à interação e ação. E como descreve Piaget, o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham. O conhecimento resulta da interação entre os dois.
     Desta forma consideramos, que a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o começo.
     E o ensino das crianças especiais deve ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, na primeira infância, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento global da criança através da estimulação de diferentes áreas.
     Uma das maiores preocupações em relação à educação da criança, de forma geral, se dá na fase que se estende do nascimento ao sexto ano de idade. Neste período a educação infantil tem por objetivo promover à criança maior autonomia, experiências de interação social e adequação. Permitindo que esta se desenvolva em relação a aspectos afetivos, volitivos e cognitivos, que sejam espontâneas e antes de tudo sejam "crianças".
     Inicialmente, a criança adqüiri uma gama de conhecimentos livres e estes lhe propiciarão desenvolver conhecimentos mais complexos, como o caso de regras.
     Os conhecimentos devem ocorrer de forma organizada e sistemática, seguindo passos previamente estabelecidos de maneira lúdica e divertida, que permite a criança reunir um conjunto de experiências integradas que lhe permita relacionar-se no contexto social e familiar.
     O atendimento a criança portadora de síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas, a criança Down, informações isoladas ou mecânicas, de forma que a aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos.
     É importante que o profissional promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, e a evolução gradativa da aprendizagem deve ser respeitada. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, pois estas atitudes não trazem benefícios a criança e ainda podem causar lhe estresse.
     Em crianças com síndrome de Down é comum observarmos evolução desarmônica e movimentos estereotipados. Esta defasagem pode ser compensadas através do planejamento psicomotor bem direcionada, que lhe proporcionam experiências fundamentais para sua adaptação.
     A atividade física na escola tem proporcionado não só a crianças normais como também as crianças portadoras de necessidades especiais, um grande desenvolvimento global que será a base para as demais aquisições.
     O resgate da importância do corpo e seus movimentos, o conceito de vida associado a movimento, a retomada do indivíduo como agente ativo na construção de sua história, proposto pela educação física.
     O indivíduo possui um corpo que esta sobre seu domínio e que todas as partes destes constituem o sujeito, de forma que o corpo precisa se tornar sujeito e pela integração de mente ao corpo reconstruímos os elos quebrados. Para que as aquisições ocorram de forma integra é preciso, que um individue vivencie experiências e a partir destas formule seus conceitos e internalize as informações adquiridas.
     Antes de adquirir qualquer conhecimento a criança precisa descobrir seu corpo e construir uma imagem corporal que e uma representação mental, perceptiva e sensorial de si mesmo e um esquema corporal que compreende uma representação organizada dos movimentos necessários a execução de uma ação, e a organização das suas funções corporais. Estes vão sendo construídos e reformulados ao longo da vida.
     Funções como capacidade de dissociar movimentos, individualizar ações, organizar se no tempo e no espaço e coordenação motora servem de base para desenvolver atividades especificas, assim são fundamentais as aquisições, a descoberta do corpo e de seus seguimentos, relação do corpo com objeto, espaço entre corpo e objeto, percepção dos planos horizontal e vertical entre outras. São fundamentais para a relação sujeito-meio, que será pano de fundo de todas as aprendizagens.
     A relação quantidade, qualidade e forma que o sujeito experiência e internaliza as informações determinara a qualidade da formulação de seus conceitos. Com as reduções das atividades lúdicas na vida da criança, esta tem suas experimentações restritas, pois precisam interagir com a realidade usando todos os seus sentidos e todo o seu corpo.
     É fundamental reafirmarmos o proposto pela educação física, que afirma, que o corpo não pode ser separado da mente e suas funções se completam os tornando parte um do outro, assim sentir, aprender, processar, entender, resolver problemas, são fundamentais no processo de formação da criança e pelo corpo, que esta experimenta o mundo e o movimento e mediador nas suas construções.
     A possibilidade que um corpo tem de se mover no espaço é instrumento essencial para a construção do intelecto e o corpo serve como órgão de trabalho gerador de experiências. As explorações das possibilidades motoras de uma criança desencadeiam circuitos sensório-motores, que estruturaram as relações que conceberá futuramente. O processo formal da educação consiste em repassar conceitos à criança sem leva lá a vivencia e este e seu ponto falho, pois para internalizar uma informação não basta decorar conceitos e sim participar da construção destes e construir suas próprias idéias. A criança tem que ser vista de forma global e educá-la não e apenas trabalhar a mente e sim o global, abrangendo todos os aspectos, inclusive a necessidade de interagir com o meio tendo contato direto com o universo de objetos e situações, que o cercam podendo assim efetivar suas construções sobre a realidade.
     Todas as atividades proporcionadas à criança devem ter por objetivo a aprendizagem ativa que possibilite a criança desenvolver suas habilidades.
     Frente a grande variação das habilidades e dificuldades da síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatiza-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento destas. Para tanto, o professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem de cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática.
     Um bom currículo deve considerar todas as características do deficiente mental em termos de pedagogia para que a partir destas sejam escolhidas técnicas, que mantenham a criança atenta e motivada. Em termos de ambiente de aprendizagem procurar-se-á evitar o aparecimento de variáveis que possam bloquear o processo e por isso muitas vezes são utilizadas salas de recursos, que são classes especiais inseridas na escola comum.
     A sala de recursos deve consistir em local apropriado a receber as crianças especiais, que deverão receber assistência pedagógica especializada. Normalmente encontramos as salas de recursos em escolas normais onde crianças "normais" ficam juntas das especiais. Assim a sala de recursos funciona desenvolvendo com as crianças especiais as atividades, que já trabalhou com seus os demais colegas.
     O professor de recursos deve priorizar as atividades em que o portador de deficiência tem dificuldades e precisa de auxilio. Este pode servir como tutor dos estudantes excepcionais em suas classes e deve cuidar de que os professores das crianças excepcionais e de que estas recebam os materiais e equipamentos didáticos, que se façam necessários.
     Um fato determinante para uma boa assistência a crianças especiais é não sobrecarregar demais a sala de recursos especiais para que o professor possa trabalhar bem. E é fundamental também, que o professor indicado esteja preparado, para ser capaz de atender as necessidades de seus alunos e trabalhar em harmonia com o professor da classe regular.
     Alguns princípios básicos devem ser considerados em relação ao ensino de crianças especiais como as portadoras de síndrome de Down:
          - As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos;
          - As experiências devem ser adquiridas no ambiente próprio do aluno;
          - Situações que possam provocar estresse ou venham a ser traumatizantes devem ser evitadas;
          - A criança deve ser respeitada em todos aspectos de sua personalidade;
          - A família da criança deve participar do processo intelectivo.

     A classe especial é a estratégia atualmente mais indicada para o trabalho com crianças especiais, pois permite a integração destas na sociedade.
     Podemos encontrar classes parcialmente integradas, ou seja, onde as crianças e professores passam parte do dia em nas classes regulares e o resto do tempo em classes especiais. Este método é muito utilizado no ensino ginasial e permite os deficientes participarem de aulas regulares de arte, música, educação física, trabalhos práticos e economia doméstica. Enquanto as matérias mais complexas como matemática, gramática, ciências e outras são destinadas ao ensino especializado com professores especiais.
     Também é comum observarmos, escolas especiais, e este método também é muito utilizado principalmente para crianças com portadoras de incapacidades múltiplas. Estas escolas normalmente possuem condições consideráveis e instalações e equipamentos especiais. Os profissionais são especialmente treinados e garantem a assistência e a instrução destas crianças.
     A escola é encarregada de supervisionar as crianças excepcionais e assegura-las quanto à aprendizagem. Quanto ao fato de separar as crianças excepcionais das crianças ditas normais tem por objetivo promover a educação especializada e diferenciada. No entanto, é necessário a integração destas crianças.
     As desvantagens da escola especial são muitas, no entanto, as principais são ambiente muito segregado que não favorece a integração social; estigma da classe especial menor que o da escola separada, o isolamento físico e social dos alunos da classe especial e seu professor é situado em nível inferior da escala de prestigio profissional e o maior custo de instalações especiais e equipamentos para varias salas de aula.
3.2.1 A educação básica

     Os fins da educação nacional, expressos no art. 1°.da Lei n°. 4.024/61, refletem os ideais de liberdade, solidariedade e valorização do homem, que devem orientar toda educação no País. Mantendo estes princípios, a Lei n°. 5.692/71, no seu art. 1°. , estabelece o objetivo geral do ensino.
     De forma geral, o objetivo consiste em proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades e como elemento de auto-realização, na qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da cidadania.
     O desenvolvimento, ampliação e especialização das possibilidades psicomotoras da criança Down permitem que esta realize atividades didáticas simples e assim se inicia o processo de alfabetização, onde acriança não só esta criando, formando conceitos e categorias conceituais para perceber a realidade e ordenar o mundo que a rodeia.
     Nesta fase a participação da criança é ativa e é fundamental que a escola a desenvolva o máximo, em todas as áreas, as potencialidades do conhecimento, as habilidades atuais e futuras de aprendizagem do aluno com síndrome de Down.
     O trabalho com a criança deve se centrar no contato e interação com o outro e as eventuais complementações das atividades pedagógicas desenvolvidas devem ser informais, através do jogo espontâneo, da relação com o colega e com o material adequado. Assim de forma agradável e prazerosa a criança vai desenvolvendo atividades físicas, emocionais e cognitivas que possibilitam a elaboração do pensamento.
     Nesta fase, a manutenção da fluidez e flexibilidade neuropsicológica é fundamental para se evitar rigidez precoce, que acarreta a redução da utilização de estratégias no âmbito da aprendizagem.(SCHWARTZMAN, 1999, p.241).
     A participação da criança Down no ensino médio é muito benéfica ao desenvolvimento, pois a própria articulação de matérias e sua multiplicidade colocam novos problemas de adaptação aos aspectos relativos à vida em grupo e à organização de novos modelos de conhecimento defrontam o aluno com obstáculos e dificuldades.
     As escolas devem concentrar esforços para desenvolver as potencialidades e capacidades do aluno, levando em consideração os objetivos e estratégias que lhe poderão ser mais úteis, não importa o tipo da escola comum ou especial.
     O fator mais importante é que o professor crie em salas de aula condições que lhe permitam um melhor convívio grupal e para isto pode trabalhar as dinâmicas de grupos cooperativos.
     Inicialmente é muito importante que a escola conheça cada dificuldade e habilidade de cada criança com intuito de promover suas necessidades básicas para aprendizagem e desenvolvimento.
     Procura se identificar na criança os rendimentos, atitudes, motivação, interesse, relações pessoais, forma de assumir tarefas e enfrentar situações. A partir dos resultados desta observação são planejadas as adaptações direcionadas ao apoio pedagógico favorecendo as aquisições através de intervenções planejadas e organizadas em prol de um objetivo primordial que deve ser a organização dos elementos pessoais e materiais que possibilitarão novas aprendizagens.O trabalho pedagógico com estas crianças é um processo complexo e resulta em uma dinâmica evolutiva baseada nas capacidades do individuo.
     Alguns pontos devem ser considerados quanto à educação do portador da síndrome de Down:
          - Estruturar seu auto-conhecimento;
          - Desenvolver seu campo perceptivo;
          - Desenvolver a compreensão da realidade;
          - Desenvolver a capacidade de expressão;
          - Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico;
          - Adquirir hábitos de bom relacionamento;
          - Trabalhar cooperativamente;
          - Adquirir destreza com materiais de uso diário;
          - Atuar em situações do dia a dia;
          - Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem;
          - Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive;
          - Conhecer e aplicar regras básicas de segurança física;
          - Desenvolver interesses, habilidades e destrezas que o oriente em atividades profissionais futuras;
          - Ler e interpretar textos expressos em frases diretas;
          - Desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos práticos que o levem a descobrir conhecimentos práticos que o levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade.

     Com relação à alfabetização, não um método voltado especificamente para as crianças com síndrome de Down e cada criança requer uma forma de intervenção especifica, a qual se adequa.
     Não só na alfabetização, mas também na segunda série o atendimento deve atender as características especificas de cada aluno, propiciar o desenvolvimento do seu equilíbrio emocional, de sua autoconfiança, de sua capacidade de criação e expressão, de condições essenciais à sua integração harmonia na sociedade. Deverão, também, prepará-lo para a alfabetização, que se iniciará posteriormente quando a criança for capaz de descrever objetos e ações; discriminar sons; identificar semelhanças e diferenças entre sons iniciais e finais de palavras; identificar símbolos gráficos; articular fonemas corretamente; estabelecer relações simples entre objetos; combinar elementos concretos para a formatação de conjuntos; organizar, perceptivamente, seqüências da esquerda para a direita; utilizar conceitos nas áreas de relações temporo-espaciais; participar de atividades lúdicas; seguir e dar instruções simples; estabelecer relações símbolos e significados; participar de conversas; organizar idéias em seqüência lógica; demonstrar controle muscular; reconstruir ações passadas e prever ações futuras; demonstrar criatividade e estabelecer pensamento crítico.
     E muito difícil para estas crianças desenvolverem habilidades de leitura e escrita, no entanto, este processo será mais facilitado se for permitida a criança vivenciar, interagir e experimentar.
     Alguns princípios devem nortear a aprendizagem da leitura e escrita.
          - Favorecer a realização de atividades relacionadas com leitura e escrita;
          - Ajustar a competência da criança ao contexto lingüístico;
          - Facilitar o contato com materiais de leitura e escrita.
 

     3.2.2 Proposta educacional para portador de Down

     O educador deve propor-se a utilizar um plano de curso que subsidiará o professor na elaboração do seu planejamento em nível de turma, o que só pode ser feito com base no conhecimento da realidade concreta dos seus alunos e dos meios de que dispõe.
     As unidades propostas estejam dentro de uma seqüência evolutiva, os objetivos integrados de cada unidade, assim como as atividades sugeridas, não estão dispostas em seqüência cronológicas.
     Cada atividade sugerida leva à consecução de vários objetivos dos domínios afetivos, cognitivos e psicomotor. Uma proposta curricular não pode especificar todos os possíveis resultados de cada atividade sugerida. Cabe ao educador explorar, no trabalho com o aluno, as possibilidades máximas de cada experiências de aprendizagem.
     Para a consecução do objetivo proposto poderá ser desenvolvido um numero ilimitado de atividades. Foram propostas apenas algumas, que devem sugerir ao professor varias outras possibilidades. Em última analise, a sensibilidade e a experiências do educador deverão orienta-lo na determinação da estratégia a ser adotada. Cabe a ele adequar as propostas deste documento à realidade de sua sala de aula, de forma a proporcionar ao aluno experiências de aprendizagem significativa que lhe oportunize a pratica dos comportamentos implicados nos objetivos.
     A proposta curricular deve ser desenvolvida em quatro etapas que se desdobram em objetivos integradores.
     A primeira etapa trata como objetivo principal o corpo, na segunda visamos trabalhar "como me expresso", na terceira "minhas coisas" e na quarta "meu mundo".
     Na primeira etapa onde trabalhamos o corpo os objetivos principais devem ser:
          - Identificar diferentes movimentos do seu corpo, posicionando-se no espaço;
          - Identificar as diferentes partes do seu corpo e suas funções correspondentes;
          - Orientar-se no tempo e no espaço;
          - Desenvolver hábitos de vida em grupo.

     Na segunda etapa onde trabalhamos a expressão, os objetivos principais são:
          - Desenvolver a discriminação perceptual que o habilita ao conhecimento e à comparação dos elementos do meio que o cerca;
          - Expressar suas necessidades, seus interesses e sentimentos utilizam diferentes formas de linguagem;
          - Desenvolver funcionalmente seu vocabulário;
          - Formar hábitos e atitudes de relacionamento e comunicação interpessoal.

     Na terceira unidade trabalhamos os objetos e este tem função de integrador, os objetivos desta unidade são:
          - Descobrir propriedades comuns dos objetos;
          - Reconhecer a utilidade das diferentes coisas do mundo;
          - Descobrir que as coisas se transformam;
          - Explorar o potencial dos objetos através de experiências criativas;
          - Evidenciar a aquisições dos conceitos de propriedades e cooperação.

     Na quarta unidade quando trabalhamos o mundo, os objetivos principais são:
          - Reconhecer que seu mundo é dinâmico e diversificado;
          - Distinguir uma situação real de uma imaginaria;
          - Situar-se como pessoa, num mundo de pessoas;
          - Passar do egocentrismo à aceitação de referenciais externos;
          - Ampliar perspectivas espaço-temporais;
          - Situar o mundo de pessoas numa área geográfica determinada;
          - Identificar produções econômicas e culturais de sua comunidade;
          - Reconhecer que o trabalho do homem modifica o meio;
          - Preservar o ambiente e o equilíbrio entre seus diversos elementos;
          - Reconhecer a importância da vida em grupo;
          - Representar seu mundo criativamente.

     Para a implementação desta proposta curricular, visando a eficiência do trabalho que levará a conquista dos objetivos perseguidos, torna-se necessário que os recursos estejam disponíveis e o educador seja capacitado. Alem disso o ambiente deve ser capacitado a instalar uma classe especial.
     O educador deve também integrar o portador de síndrome de Down na comunidade e trabalhar sua aceitação social e ate mesmo a absorção em um mercado de trabalho.
 

     3.2.3 A família e a educação

     A família deve ser orientada e motivada a colaborar e participar do programa educacional, promovendo desta forma uma interação maior com a criança. Também é fundamental que a família incentive a pratica de tudo que a criança assimila.
     "A qualidade da estimulação no lar e a interação dos pais com a criança se associam ao desenvolvimento e aprendizagem de crianças com deficiência mental".(CRAWLEY; SPIKER, 1983).
     Assim é fundamental o aconselhamento a família, que deve considerar, sobretudo a natureza da informação e a maneira como a pessoa é informada, com o propósito de orienta-la quanto à natureza intelectual, emocional e comportamental.
     Os pais e familiares do portador da síndrome necessitam de informações sobre a natureza e extensão da excepcionalidade; quanto aos recursos e serviços existentes para a assistência, tratamento e educação, e quanto ao futuro que se reserva ao portador de necessidades especiais.
     No entanto, a informação puramente intelectual, é notoriamente insuficiente, pois o sentimento das pessoas tem mais peso que os seus intelectos. Portanto, auxiliar os familiares requer prestar informações adequadas que permitam aliviar a ansiedade e diminuir as duvidas.
     Assim os conselhos devem se preocupar com os temores e ansiedades, sentimentos de culpa e vergonha, dos familiares e deficientes. Devem reduzir a vulnerabilidade emocional e as tensões sofridas, aumentando a capacidade de tolerância.
     O objetivo principal é ajudar pessoas a lidar mais adequadamente com os problemas decorrentes das deficiências e no aconselhamento alguns pontos são importantes: ouvir as dúvidas e questionamentos, utilizar termos mais fáceis e que facilitem a compreensão, promover maior aceitação do problema, aconselhar a família inteira, trabalhar os sentimentos e atitudes, e facilitar a interação social do portador de necessidades especiais.
     A superproteção dos pais em relação à criança pode influenciar de forma negativa no processo de desenvolvimento da criança e normalmente estes se concentram suas atenções nas deficiências da criança de modo que os fracassos recebem mais atenção que os sucessos e a criança fica limitada nas possibilidades que promovem a independência e a interação social.
     "As habilidades de autonomia pessoal e social proporcionam melhor qualidade de vida, pois favorecem a relação, a independência, interação, satisfação pessoal e atitudes positivas". (BROWN, 1989).
 

 

CONCLUSÃO

     Os dados obtidos nos levaram a conclusão de que a família é primordial para a aquisição de linguagem oral, principalmente nos primeiros anos de vida. Quando a criança encontra-se em período de maturação orgânica e seu sistema nervoso esta sendo moldado pelas experiências e estímulos recebidos e internalizados. A estimulação do portador de deficiências especiais na fase inicial da vida é extremamente importante para o desenvolvimento normal da criança, e minimiza as ocorrências déficits de linguagem na primeira infância, que poderão trazer sérias conseqüências futuras. Pois no período da primeira infância, o cérebro humano é altamente flexível.
     A educação especial é determinante no processo de estimulação inicial e cabe ao professor de turmas especiais trabalhar suas crianças desenvolvendo nestas capacidades de praticarem atividades diárias, participar das atividades familiares, desenvolver seu direito de cidadania e até mesmo desenvolver uma atividade profissional. Para isso profissionais especializados e cuidados especiais devem ser tomados, a fim de facilitar e possibilitar um maior rendimento e desenvolvimento educacional dos portadores de tal síndrome.
     Enfim, a grande importância da estimulação se dá pela grande necessidade da criança de vivenciar experiências permitiram seu desenvolvimento, respeitando suas deficiências e explorando suas habilidades. Esse estudo permite aos familiares (mãe, pai, cuidadores...), aumentar suas possibilidades de observação e intervenção, objetivando aprimorar a aprendizagem de seus filhos, que são crianças especiais, que tem dificuldades como qualquer outra pessoa e são também crianças capazes de vencer suas dificuldades e se desenvolverem.
     Até o momento presente baseado nos conhecimentos sobre a síndrome de Down e as principais características e habilidades e dificuldades do portador desta síndrome, aceitamos por verdade a proposta acima.
 


 

REFERÊNCIAS

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(*)Roberta Nascimento Antunes Silva.
Estudante do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Veiga de Almeida.